A Cirurgia de Ambulatório consiste na realização de intervenções cirúrgicas programadas (ou seja, não urgentes), em que os doentes se deslocam ao hospital no próprio dia da intervenção e têm alta algumas horas depois, sem necessidade de pernoitar no hospital. No passado, todas as intervenções cirúrgicas eram efetuadas em regime de internamento.
Quando, no âmbito da CA, o doente tem necessidade de permanecer a primeira noite no hospital, tem alta até 24 horas após a operação passando a designar-se esta modalidade por cirurgia ambulatória com pernoita hospitalar.
A cirurgia em regime de ambulatório é, nos países desenvolvidos, a área de maior expansão cirúrgica nos últimos trinta anos estando a sua popularidade associada a um conjunto significativo de vantagens:
Em resumo, a CA traduz-se por um modelo organizativo centrado no utente, que está associado a um significativo incremento da qualidade, com aumento da personalização e da humanização dos cuidados de saúde.
Em Portugal, a prática da cirurgia em regime de ambulatório remonta ao início da década de 90 do século XX.
A 15 de Setembro de 1998 foi criada a Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória – APCA (Diário da República, III Série, nº 243 de 18 de Outubro de 1999, pág. 21 976- (6)), tendo como objetivo principal a formação e a promoção da Cirurgia Ambulatória.
O Programa do XVII Governo Constitucional (Março de 2005) realçava a importância de incentivar o desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório como instrumento para o aumento da efetividade, da qualidade dos cuidados e da eficiência na organização hospitalar.
Em 19 de Outubro de 2007 foi criada a Comissão Nacional para o Desenvolvimento da Cirurgia de Ambulatório (CNADCA), com a finalidade de estudar e propor uma estratégia e as correspondentes medidas, de forma a promover o desenvolvimento da CA no Serviço Nacional de Saúde (Despacho n.º 25832/2007). Após a apresentação pública do Relatório Final da CNADCA em 2008, o Despacho nº 30114/2008 do Ministério da Saúde determinou a implementação de critérios básicos no desenvolvimento dos programas de cirurgia ambulatória nos hospitais do SNS.
A Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) da ULS Guarda tem dois polos: Hospital Sousa Martins na Guarda e Hospital Nossa Senhora da Assunção em Seia.
Em Seia, a UCA iniciou a sua atividade em Setembro de 2009, sob a coordenação do Dr. Dias da Costa e da Enf. Avelina.
Na Guarda, a UCA iniciou a sua atividade em Janeiro de 2010, sob a coordenação do Dr. Dias da Costa e do Enf. Calado Monteiro.
Ao longo destes anos, a UCA tem vindo a desenvolver um trabalho regular no domínio da Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica, Dermatologia, Gastroenterologia, Ginecologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia e Urologia, com um aumento considerável do número de doentes tratados e aumento da taxa de ambulatorização.
Atualmente, a Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) do Hospital Sousa Martins situa-se no Edifício 5 – Piso 1, englobando o Bloco Operatório, áreas de recobro, Consultas de Enfermagem e Anestesiologia e Serviços Administrativos. Estas novas instalações foram inauguradas a 10 de Fevereiro de 2016.
Em Setembro seguinte foi aberta a sala de espera dos familiares/acompanhantes dos utentes da UCA, que dispõe de um painel eletrónico através do qual os acompanhantes podem seguir o trajeto dos doentes dentro da unidade: Bloco Operatório, Recobro 1, Recobro 2 e Recobro 3.
Equipa de Enfermagem
| Hospital Sousa Martins | Hospital Nossa Senhora da Assunção |
| Ana Figueiredo | Ana Filipa Aleixo |
| Catarina Pires | Carla Sofia Nunes |
| Emília Monteiro | Catarina Albino |
| Helena Batista | Joana Pinto |
| Irene Alves | Maria Lina Abrantes |
| Joana Fardilha | Maria de Fátima Ferreira |
| Manuela Dias | Matilde Alves |
| Manuela Teixeira | Mauro Alexandre Mota |
| Paula Janeiro | Susana Neves |
| Paula Rebelo | |
| Sandra Costa | |
| Tânia Cameira | |
| Tânia Quintela | |
| Vera Lucas |
Assistentes Operacionais
| Hospital Sousa Martins | Hospital Nossa Senhora da Assunção |
| Ana Prata | Armandina Rola |
| Bruna Gomes | Fátima Rodrigues |
| Deolinda Sabino | Isilda Almeida |
| Eduardo Freixo | Maria Cândida Rodrigues |
| Fátima Pinto | Maria Fátima Ramos |
| Ivone Gonçalves | Maria Isabel Santos |
| Lucília Marta | Rosa Maria Reis |
| Otília Moreira | Susana Santos |
Assistentes Técnicas
| Hospital Sousa Martins | Hospital Nossa Senhora da Assunção |
| Paula Diegues | Sílvia Fernandes |
| Sónia Oliveira | |
| Alexandra Loureiro |
O doente é referenciado para a consulta da especialidade cirúrgica pelo médico de família. Nessa consulta, o médico define se existem critérios clínicos para a cirurgia e confirma se o doente aceita ser operado em ambulatório.
O doente é avaliado nas consultas de Enfermagem e de Anestesiologia onde é recolhida toda a informação necessária.
É necessário cumprir os seguintes critérios:
Na consulta de Anestesiologia é decidido se o doente tem condições clínicas para ser operado e são dadas todas as indicações acerca da necessidade de alterações na medicação habitual.
SINAS – A UCA está submetida à avaliação do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), que é o sistema de avaliação da qualidade global dos serviços de saúde em Portugal continental desenvolvido pela Entidade Reguladora da Saúde. A avaliação é contínua sendo os resultados comunicados à ULS e divulgados no Website do Sinas duas vezes por ano.
Acreditação – Em 30 de Março de 2016 a UCA do Hospital Sousa Martins recebeu o Certificado de Acreditação, tornando-se a primeira unidade do país a ser certificada segundo o Modelo ACSA (Agencia de Calidad Sanitaria de Andalucía), modelo nacional oficial de acreditação em saúde, de opção voluntária, aprovado por Despacho da Ministra da Saúde (Despacho n.º69/2009, de 31 de Agosto).